Simplesmente Eu - Homenagem da autora Eloísa Avilla a seus pais

Madrugada...

Estrelas adormecem no céu da fazenda...

Lamparinas iluminam a colônia.

No fogão, a lenha alimenta o fogo.

O café tem aroma e sabor de mais um dia de lida.

Homens, mulheres com suas crianças,

Moços e moças na mesma direção,

O carreador, a cana de açúcar.

Linda moça com saia de chita,

Botina no lugar da sandália,

Cabelos encaracolados,

Cobertos pelo lenço e o chapéu de palha.

Feixe de cana nas costas.

Carro de boi.

Um olhar, e o sol do meio dia é testemunha

Do amor que surge no meio do canavial.

Entardecer, água aquecida na beira do fogão

Banho de bacia com sabão de coco

Toalha alva de algodão, para se enrolar.

Na venda

Pagamento da lida semanal

Ela compra água de cheiro,

Ele, colônia para impressionar

     

A expectativa do baile na sede

O coração dele acelera

Ela ruboriza e se apaixonam...

A música os envolve

Começam a bailar...

Para a criança ninar...

Simplesmente Eu.

 

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